Boa noite meninas...
segunda-feira, 29 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Tecnologia
sozinha não aprimora o aprendizado
reportagem revista Nova Escola
Garantir equipamentos ainda é uma meta importante, mas o
investimento só vale a pena se melhorar a qualidade da Educação.
A euforia geral com a tecnologia
leva a pensar que o investimento em equipamentos garante a melhoria do ensino e
da aprendizagem, mas a realidade mostra que em muitas salas de aula que se
enquadram na segunda descrição a diferença está apenas nas ferramentas
empregadas no trabalho.
No entanto, as políticas públicas
dessa área ainda estão mais voltadas para equipar as escolas. O Ministério da
Educação (MEC) e os governos estaduais e municipais têm alardeado a
distribuição de maquinário. Por exemplo, cerca de 150 milhões de reais estão
sendo destinados à compra de 600 mil tablets para os docentes do Ensino Médio.
O Censo Escolar de 2010 mostrou que 39,37% das escolas brasileiras já possuíam
laboratório de informática, 60,45% tinham computador, e 45%, acesso à internet.
Formação dos professores ainda é o grande desafio
para avançar
Quando as escolas já estiverem
equipadas, o que precisa acontecer para a qualidade da Educação ser impactada
positivamente? A tecnologia precisa ser incorporada ao projeto
político-pedagógico (PPP) e integrada aos conteúdos curriculares. Não dá para
ir ao laboratório e permitir que os estudantes fiquem navegando sem um objetivo
de aprendizado. Isso, aliás, só acrescenta mais dificuldade ao trabalho do
docente, já que o controle da aula fica mais complicado quando a turma tem
acesso à internet. O computador na sala ou no laboratório deve ter um uso
dirigido.
Em busca de indicadores para
definir uma boa experiência nessa área, pesquisadores do Laboratório de Novas
Tecnologias Aplicadas na Educação (Lantec), da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), propõem a Pedagogia Comunicacional Interativa (PCI). O conceito
indica a combinação de objetivos educacionais com as ferramentas de comunicação
e da web, como compartilhamento de conhecimentos.
Para que os objetivos de ensino
sejam alcançados, é primordial que os professores estejam preparados para tirar
o melhor proveito das chamadas tecnologias de informação e comunicação (TIC). E
o docente precisa fugir do mito de que os alunos, nativos digitais, sabem mais
que ele, nascido antes dessa era. Os estudantes podem até ter mais
familiaridade com as novidades, mas não sabem colocá-las a favor de sua
aprendizagem.
área do MEC responsável por
suprir as demandas de formação é o Programa Nacional de Tecnologia Educacional
(ProInfo), criado em 1997. Desde 2008, foram investidos cerca de 15 milhões de
reais apenas nos cursos preparatórios. Mas os resultados ainda são pequenos se
comparados com os mais de 2 milhões de professores que atuam na Educação Básica
no país .
Para que todo o potencial tenha
chance de se desenvolver, é necessário preparar os professores para que possam
ousar mais, sem perder o rumo dos objetivos educacionais, rever os conteúdos
curriculares e inserir o uso das TIC nos projetos das escolas.
Assinar:
Comentários (Atom)


